1.
Quando em nosso coração há uma desvalorização
daquilo que ontem era precioso e de muito valor. (Ap 2.4)
• O pai se torna descartável.
• O lar perde sua importância.
• O irmão se torna dispensável.
O filho pródigo vendeu barato tudo isso, o pai, o irmão,
o lar etc... Eis a razão porque o divórcio é
a apostasia do amor. Porque é a rejeição daquele(a)
que um dia foi apaixonadamente desejado. Eu preciso sempre estar fazendo
um auto-exame para conferir se o que tinha muito valor para mim ontem
continua tendo o mesmo sentido, o mesmo valor.
2. Quando o desejo de ir embora é maior do que o desejo
de ficar, mesmo sem ter um motivo aparente. O que o filho pródigo
tinha? (LUCAS 15.11-32)
• ele tinha um campo, v.25
• estava cheio de novilho, v.30
• tinha uma casa para qual ele voltava no final do dia, v.25
• ele tinha amigos, v.29
• ele tinha empregados, v.26
• ele tinha acesso a boa música, v.25
Ele tinha proteção, conforto, amor, segurança,
perdão, festa, mesa farta, carinho... Por que ele saiu? Por
que ele foi embora? E porque tantos vão embora sem um motivo
certo? A Bíblia, diz: "Enganoso é o coração,
mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?
Quando Jesus disse vigiai, era para vigiar o coração.
Nada é tão perigoso como o nosso próprio coração.
O filho pródigo foi traído pelo próprio coração.
Sansão foi traído pelo seu coração. Davi
foi traído pelo seu coração. Está escrito
em Provérbios 4.23 "Sobre tudo o que se deve guardar,
guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes
da vida".
3. Quando começamos a desejar "a morte do outro".
"...pai, dá-me a parte, a parte que me cabe dos bens..."
(Lc 15.12)
Pedir a herança antes da morte do pai era desejar que ele morresse.
Quantos maridos, esposas, filhos e pais vivem pensando e até
dizendo: "Que bom se ele(a) morresse". Há pessoas
que até ora, Senhor prepara e leva meu cônjuge, meu pai,
meu filho, meu irmão etc.
4. Quando dentro da família a festa do outro incomoda. "Ele
se indignou e não queria entrar; ..." (Lc 15.28) No coração
do irmão mais velho havia quatro fortalezas que precisam ser
derrubadas na família.
(1) A fortaleza da inveja.
1) A inveja não me deixa entrar na festa onde eu não
sou o "centro das atenções". A inveja é
o mal de muitos lideres que não aceitam o sucesso na vida do
outro. Há pessoas que só valorizam a "festa"
que ela promove ou que promovem para ela.
2) A inveja nos leva a amar o irmão quando o mesmo está
na "pior", mas, passamos a odiá-lo quando ele esta
celebrando uma grande vitória. Há pessoas que são
capazes de chorar com os que choram, mas não são capazes
de se alegrar com os que se alegram. Você sabia que há
aqueles que "amam" você quando você está
sofrendo, e que o "odeiam" quando você está
feliz?
3) A inveja pode nos levar a investir contra a festa do outro.
4) A inveja sempre diz: "Se fosse eu seria muito melhor..."
5) A inveja deforma, ela pode fazer um "querubim ungido"
se tornar "um anjo caído", foi isso que aconteceu
com satanás.
6) A inveja não deixa o invejoso participar da festa que Deus
está patrocinando.
Thomas Brooks disse: "A inveja tortura as afeições,
incomoda a mente, inflama o sangue, corrompe o coração,
devasta o espírito; e assim se torna, ao mesmo tempo, torturadora
e carrasco do homem".
(2) A fortaleza da vingança. O grande problema do irmão
mais velho da parábola, era sua dificuldade para perdoar.
1) Ele não concordou com o perdão do pai. Na sua opinião
aquela era uma oportunidade para o pai se vingar e não perdoar.
2) Ele não estava disposto a perdoar. Para ele, aquele que
afrontou o pai e saiu de casa, já não merecia ser considerado
seu irmão, por isso ele disse: "... aquele seu filho..."
3) Quem não perdoa sempre fica para o lado de fora da festa.
Faz da vida um funeral que nunca acaba.
Um dia um pastor me disse: "Eu fui em determinada casa, quando
me encontrei com uma certa pessoa descobri que ainda não tinha
perdoado como ensina as Escritura".
(3) A fortaleza da amargura. Quem não perdoa faz do coração
um poço de amargura.
1) Pessoas amarguradas são "tóxicas". Elas
sempre tentam estragar a festa no coração do outro.
O filho mais velho ao lançar no rosto do pai os pecados do
filho que voltou, tentou provocá-lo para estragar a festa.
"...vindo, porém, este teu filho que desperdiçou
os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho
cevado". (Lc 15.30)
2) Pessoas amarguradas passam a vida reclamando de um "cabrito",
quando se tem um rebanho para usufruir. "...nunca me deste um
cabrito..." (Lc 15.29) Os convidados estavam comendo churrasco
e celebrando a vitória e o moço lá fora falando
do "cabrito". A amargura é a raiz que dá origem
à toda murmuração. Joice Mayer disse: "Murmure
e não saia do lugar, louve e Deus te exaltará".
3) Pessoas amarguradas são mal humoradas. "Ele se indignou
(ficou zangado) e não queria entrar... (na festa)". (Lc
15.28 - Grifo do autor)
4) Pessoas amarguradas não conseguem enxergar o que tem, por
isso vivem como se não tivessem. "...tudo o que é
meu é teu..." (Lc 15.31)
II) QUANDO A CURA ACONTECEU NESTA CASA.
1.
Quando aquele que se perdeu se encontrou consigo mesmo caindo em si.
(Lc 15.17). Toda mudança passa pelo reconhecimento, e o reconhecimento
leva ao arrependimento.
(1) Reconhecimento. Reconheceu que foi estúpido, precipitado,
ingrato, desonrou, entristeceu, machucou, marcou etc....
(2) Arrependimento:
1) Tristeza pelo pecado.
2) Confissão do pecado.
3) Abandono do pecado.
2. Quando se tem a coragem de colocar para fora o que está
envenenando a alma. O filho mais velho colocou para fora o que estava
o matando dentro de casa. Na sua ignorância ele fez aquilo que
pode desencadear um processo de cura. Ele jogou para fora toda sua.
(1) Inveja
(2) Vingança
(3) Amargura
(4) Descontentamento com o pai.
Será que nós pais sabemos como vai o coração
de cada filho? Será que por detrás do silêncio
dos nossos filhos não há uma alma em estado de angustia,
amargura e dor? Essa conversa franca e honesta pode desencadear um
processo de cura. Não adianta entrar na festa, manter a fachada
e continuar morrendo por dentro.
3. Quando alguém escolhe ser o "agente de transformação"
da casa.
(1) O pai não desistiu da família como um projeto de
Deus.
(2) O pai não desistiu do filho que se rebelou e foi embora.
(Esperou, recebeu, perdoou, restituiu e celebrou.)
(3) O pai não desistiu do filho mais velho que estava cheio
de amargura.
III
- COMO O PAI CURA O FILHO INFELIZ.
Primeiro: Chama-o de filho; Segundo: Lembra a intimidade, tu sempre
estás comigo; Terceiro: Ele mostra a herança - "...tudo
o que é meu é teu...". Não viva como escravo
sendo filho.
(4) O pai escolheu ser o canal da "graça" dentro
daquela casa.
(5) O pai sabia que o perdão era o caminho para curar a família.
Não existe outro caminho que leva a cura de uma família
a não ser o do PERDÃO.
(Fonte:
www.familiaegraca.com.br)