É
certo afirmar que com o surgimento da Internet, a rede mundial de
computadores, que chegou ao Brasil em 1994 com o primeiro provedor
brasileiro de internet, tudo ficou mais fácil e prático.
Podemos estar aqui no Brasil e em um segundo, ou com alguns “cliques”,
podemos viajar para o outro lado do mundo.
Adquirir
conhecimentos de outras culturas, conhecimentos técnicos, religiosos
e outros inúmeros ramos de pesquisas tornaram-se muito mais
fáceis e rápidos. Mas há um problema nisso tudo,
ainda não há uma política de segurança
relacionada ao tipo de conteúdo que é veiculado por
esse meio. Tudo – tudo mesmo – é permitido.
Da
mesma forma que usamos a internet para aprender mais sobre nossa área
de atuação, para divulgar nossos conhecimentos em publicações
ou em artigos, existem pessoas que a usam para divulgar a prostituição
adulta e infantil, terrorismo, e muitas outras idéias errôneas
que podem atingir pessoas despreparadas em nível psicológico,
ou enriquecer os conhecimentos daqueles que já praticam esse
tipo de coisa, e que poderão fazer uso dessas informações
para fins escusos.
O
sondar dos nossos pensamentos e, principalmente, cuidar das nossas
crianças é muito importante. Devemos tomar cuidado com
o que deixamos penetrar em nossa retina e fazer morada dentro da nossa
mente. Devemos policiar nossos filhos, acompanhando-os na “viagem”
que farão pelo mundo “ilimitado” da internet.
Por
diversas vezes nos deparamos com imagens e idéias simplesmente
absurdas. O satanismo tem sido algo crescente na internet. Ele é
divulgado de forma clara e fácil de ser acessada até
por uma criança; não há o mínimo de restrição
às idéia satânicas. São inúmeros
os sites e não cabe a nós divulgá-los, mas, com
certeza, são muitos.
Abaixo
estão algumas dicas para proteger as pessoas que podem ser
mais atingidas por esse bombardeio de idéias que não
são nem um pouco edificantes. Muito pelo contrário,
causam a deterioração de qualquer formação
moral e/ou intelectual de uma criança.
1º
- Mostre confiança no seu filho: Ficar “marcando em cima”,
deixa transparecer que você não confia na criança.
Explique ao seu filho o porque de estar “vigiando-o”.
2º
- Privacidade: As crianças também têm o direito
a privacidade. A falta dela pode gerar conflitos dentro do seu lar
e uma má interpretação da criança aos
seus cuidados. Pense em qual será a reação de
seus filhos a determinado tipo de supervisão. Conheça
os “hábitos On-line” da criança.
3º
- Segurança e Realidade: Seja o mais realista possível
e assim determine previamente o que a criança pode ou não
ver na internet. Explicando o “não pode” e o “pode”,
para que a criança não pense que é uma mera imposição
ditatorial de um pai.
As
crianças mais novas merecem uma atenção especial
Os
tópicos mais importantes nesse caso são:
1º
- Navegar junto do seu filho: Dessa forma você poderá
ajudá-lo e monitorá-lo enquanto estiver acessando a
web.
2º
- Formule regras a serem cumpridas: Crie um sistema de “política”
dentro do qual a criança deve se manter. Mostre o que pode
e o que não pode, explicando o “porque” de cada
coisa.
3º
- Dê orientações às crianças quanto
a informações pessoais: Algo que vem crescendo muito
são os crimes relacionados a informações obtidas
pela internet. As crianças são facilmente ludibriadas
e podem fornecer informações valiosas sobre a família,
a casa, e muitas outras coisas. Oriente-os a não fornecer de
forma alguma esse tipo de informação.
4º
- Senhas e nomes de usuário: Proteja suas senhas. Ensine seus
filhos a não fornecerem qualquer tipo de senha. Crie senhas
difíceis de serem decifradas. Datas de nascimento, aniversário
de casamento e coisas assim não são muito indicadas
como senha. Os nomes de usuários também devem ser muito
bem escolhidos.
5º
- Provedores pré-filtrados: Existem hoje sistemas de proteção
em determinados provedores. Isso dificulta o acesso a informações
que você não queira ter na sua tela. Não que haja
um bloqueio delas na internet, mas em seu computador elas não
poderão ser visualizadas; a não ser que você digite
uma senha ou algo semelhante.
Essas
são algumas das dicas importantes para uma navegação
saudável e inteligente, na qual a única coisa a se preocupar
é com o saber... E como o saber nunca é demais, não
há com que se preocupar se forem seguidos esses e outros conselhos.
(Fonte:
Breno Amaral - www.lagoinha.com)